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Funk e rap podem ser banidos no Brasil, se esse projeto for aprovado

Funk e rap podem ser banidos no Brasil, se esse projeto for aprovado

Os dois estilos musicais mais populares do Brasil podem estar sob risco. Dois projetos de lei em tramitação buscam limitar gêneros como funk e rap em escolas, festas e eventos públicos, gerando debates acalorados e controvérsias.

Esses projetos estão em análise na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Embora sejam iniciativas locais, existe o temor de que, se aprovados, possam servir de modelo para ações parecidas em outras cidades do país.

Qual a motivação para “proibir” funk e rap em Belo Horizonte?

Um dos textos, apresentado pelo vereador Vile (PL), pretende impedir o uso de recursos públicos para contratar artistas ou eventos que, em suas apresentações, façam apologia ao crime, ao uso de drogas ou tragam conteúdo sexual explícito.

Junto com a vereadora Flávia Borja (DC), ele propõe também proibir em escolas públicas e privadas músicas que contenham “conteúdo vulgar, duplo sentido ou incitação ao crime” — mencionando diretamente o funk. O projeto ainda estabelece regras para classificar as músicas de acordo com a idade dos estudantes.

Uma nota técnica da Consultoria Legislativa da Câmara aponta que essas propostas têm aplicação subjetiva, o que pode levar a exclusão cultural e práticas discriminatórias.

A Defensoria Pública também já se manifestou contra iniciativas similares, ressaltando que projetos que atacam eventos culturais da população LGBTQIAPN+ e da cultura afro-brasileira ferem princípios constitucionais.

Para impedir o avanço dessas propostas, os vereadores Juhlia Santos (PSOL) e Pedro Rousseff (PT) organizaram uma audiência pública no Legislativo da capital mineira. Eles afirmam que essas medidas são uma tentativa explícita de “criminalizar o funk, o rap e as expressões culturais das periferias urbanas”.

Especialistas destacam que aprovar essas propostas representa um perigo real à diversidade cultural e à liberdade artística no Brasil.

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Redação