Contribuintes que ainda não começaram a declaração do Imposto de Renda 2025 têm até o dia 30 de maio para enviar seus dados à Receita Federal. O prazo para entrega já está aberto, e com ele surgem dúvidas frequentes sobre como preencher corretamente e de que forma é possível economizar legalmente na hora de acertar as contas com o Fisco.
Veja a seguir quatro dicas que podem ajudar a reduzir o imposto a pagar ou até mesmo aumentar o valor da sua restituição.
Opte entre o modelo completo e o simplificado

Antes de enviar a declaração, é importante testar os dois modelos disponíveis: completo e simplificado. No modelo simplificado, o contribuinte recebe um desconto fixo de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34.
No caso do modelo completo, o contribuinte pode declarar todas as despesas dedutíveis, o que costuma resultar em uma redução considerável no imposto devido.
O sistema da Receita faz uma comparação automática entre os dois modelos, apontando qual é o mais vantajoso. Por isso, é recomendado preencher todos os dados antes de decidir qual modelo usar na declaração.
Inclua despesas que podem ser deduzidas no modelo completo
Quem optar pela declaração completa pode registrar vários gastos que diminuem a base de cálculo do Imposto de Renda. Entre as principais despesas dedutíveis, destacam-se:
- Dependentes
- Despesas médicas
- Gastos com educação
- Contribuições a planos de previdência privada do tipo PGBL
- Pensão alimentícia
- Custos operacionais de profissionais autônomos
Aplique em investimentos que não são tributados pelo IR
Uma tática útil para além do período de envio da declaração é investir em aplicações isentas de Imposto de Renda, como a poupança, LCIs e LCAs, debêntures incentivadas e créditos de carbono, entre outras opções.
Esses investimentos favorecem o aumento do patrimônio com retorno líquido maior, pois os rendimentos não são tributados.
Confira se você tem direito a isenções previstas por lei
Determinado grupos contam com isenções específicas asseguradas pela legislação. Dentre elas, destacam-se:
- Contribuintes com doenças graves, como câncer, HIV, Parkinson e outras enfermidades previstas na lei
- Pessoas acima de 65 anos que recebem aposentadoria ou pensão, com direito a uma faixa extra de isenção
Ficar atento a esses direitos pode impactar o valor final do imposto ou mesmo impedir um pagamento que não seja necessário.